A Lei Geral de Proteção aos Dados (LGPD) e adequações que você precisa fazer

Se você trabalha no meio digital ou possui uma empresa que utiliza e-commerce, provavelmente já ouviu falar sobre a LGPD. A Lei Geral de Proteção aos Dados foi sancionada em 2018, mas só entrou em vigor em setembro de 2020.

A lei em vigência tem como objetivo proteger os dados pessoais fornecidos pelo usuário, além de monitorar quais ações serão tomadas com essas informações.

É uma forma de deixar a coleta de dados clara ao usuário e torná-la opcional a partir das bases legais dispostas pela LGPD.

A Lei será fiscalizada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), bem como pelos órgãos de defesa do consumidor. O não cumprimento da lei poderá gerar multas de até 2% do capital anual da empresa.

O que é um dado pessoal para a LGPD?

A nova lei leva em consideração informações que vão além de nome, CPF e RG. Qualquer dado, seja isolado ou em conjunto, que possa tornar a pessoa identificável, ou que possa analisar o comportamento de alguém, pode ser considerado um dado pessoal.

Os cookies também são considerados dados pessoais, uma vez que eles fornecem o comportamento do consumidor e podem ser usados como métricas de acesso.

Como a LGPD impacta nas ações de Marketing Digital?

Uma das ações mais comuns no Marketing Digital é o Inbound, que visa detectar potenciais clientes e solucionar as possíveis dúvidas e soluções de problemas.

Para conquistar esses potenciais clientes, as landing pages são utilizadas com muita frequência. São aquelas páginas que solicitam alguns dados como e-mail, nome e telefone.

Para que a empresa aja de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados é importante que ela lance mão da base legal adequada. Na LGPD existem 10 bases que indicarão o caminho certo.

Consentimento e Legítimo interesse

Essas são as duas bases de legais que serão mais utilizadas no Marketing. Ao abrir a landing page, o consumidor deverá consentir em passar os seus dados, desde que isso esteja de acordo com o produto oferecido.

O consentimento deve ser sinalizado de forma clara, objetiva e transparente. Dê ao consumidor a opção de aceitar, ou não, fornecer os seus dados e não o impeça de receber o produto caso não deseje oferecer seus dados.

O Legítimo interesse acontece por parte da empresa, uma vez que o consumidor já ofereceu os dados e tem uma relação positiva com a empresa/marca, pode não ser necessário requisitar os dados novamente. Neste caso, usando um e-mail de exemplo, sinalize sempre uma opção caso o consumidor queira desativar o recebimento do mesmo.

Adequações e credibilidade

E a sua empresa, já se adequou às normativas da Lei de Proteção de Dados?

Vale revisar os dados que a sua empresa possui e, se necessário, solicitar os dados novamente de acordo com a base de dados da nova lei.

Algumas maneiras fáceis de se adequar são:

Substituir o checkboxes por campos com “sim” ou “não”;

Criar caixa de aceitação ou não do uso de cookies;

Aplicar hiperlink que leve o cliente para as políticas da sua empresa;

Em emails habilitar campo para o usuário se desinscrever da sua lista de contatos.

Estar de acordo com a LGPD dará mais credibilidade para a sua empresa e fortalecerá a relação com seus potenciais e clientes ativos.

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